- Nunca me envolvi em crime nenhum. Não sei como aconteceu uma coisa dessa - disse Celestino, enxugando as lágrimas.
O mandado de prisão é de 1999 e revoga a liberdade provisória - um benefício que ele nunca recebeu, porque não havia prisão decretada contra ele que seria julgado por um júri popular.
"A prisão dele é completamente ilegal. No Direito brasileiro só pode prender alguém antecipadamente, ou seja, antes da sentença se a prisão for de forma cautelar, em flagrante, preventiva, administrativa ou decorrente da esfera cível", disse a advogada Janice Basílio.
A cópia do processo mostra a lentidão e a burocracia da Justiça, numa história que se arrastou por 42 anos. O crime foi praticado em 1967 e só nesta quarta-feira, 20 de maio de 2009, sem que o réu tivesse sido julgado, depois de uma prisão contestada na Justiça o processo chegou ao fim.
No fim da tarde, o alvará de soltura determinou a extinção do processo porque o prazo para o julgamento do crime foi prescrito. Chorando, ao lado da filha, seu Celestino deixou o presídio.
José Ricardo Pinto
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